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| Texto publicado em 17/08/2010* - 13:39, terça-feira. | por Ítalo Amorim | | *Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 17 meses! |  Porque poetas morrem pobres Existem algumas profissões que garantem insucesso financeiro. É fórmula pronta: você vai viver sua vida inteira sem dinheiro, não vai ter o reconhecimento que merece e, ainda, se a receita for seguida à risca, vai acabar infeliz.
Uma dessas profissões ingratas é a de ser poeta.
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 Poetas são coitados, não ganham nenhum tipo de suporte da sociedade, precisam de uma segunda profissão para se sustentar e ainda são tachados de psicóticos ratos de biblioteca. Para não se sujeitarem a esta imagem que o mundo faz deles, precisam se disfarçar de escritores de romances com enredo vampirístico. Alguns usam no dia-a-dia a fantasia de professor de cursinho pré-vestibular e, os mais ousados, de autodidata.
Assim como aqueles que não necessitam de tutores, a poesia vai te deixar pobre porque não passa de cabecismo, tentar ser filosofia, sem embasamento. Nada além de pensamentos de bar. Poesia fala o que não queremos ouvir e poucos são os que compram tapa na cara ou sentimento alheio.
O mais injusto na vida do poeta é o desfecho. Todo poeta que teve coragem de encarar o sistema ganha uma casa de cultura homônima como forma de homenagem, sempre postumamente. Suas frases, ora dispensadas, ecoam pela nova geração.
Então entenda que essa é uma dica para você não ser poeta. Não tenha sentimentos e não tente vende-los por aí. Isso o afundará em dívidas e amores mal resolvidos. Para ser poeta tente usar menos originalidade, é o que anda funcionando por aí. |  | |
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