Foi assinado na quinta-feira (12), entre os governos do Brasil e dos EUA um acordo que perdoa uma dívida de US$ 21 milhões que o nosso país tinha com o Usaid (órgão de ajuda externa americano). Em troca o Brasil deverá criar programas de proteção a florestas. Esse benefício de perdão de dívida é contemplado por uma lei norte americana de 1998, intitulada Lei de Proteção de Florestas Tropicais.
Pelo acordo, deverá ser criado um fundo para financiar, nos próximos cinco anos, projetos de conservação na mata atlântica, no cerrado e na caatinga. Deverão ser contemplados projetos em áreas protegidas, de manejo florestal, manejo comunitário e de monitoramento. Excelente oportunidade para o Ministério do Meio Ambiente criar e aprovar projetos de interesse da coletividade em conservação e proteção de nossos biomas.
Outra novidade interessante se deu nesta terça-feira (17), quando o Instituto Alberto Luiz Coimbra, de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe), anunciou que começou a elaborar um projeto de construção de uma usina para transformar o lixo da capital carioca em energia elétrica. Os pesquisadores estão analisando as possibilidades técnicas e as premissas ambientais para a instalação de uma unidade de tratamento no bairro do Caju, na zona portuária da cidade.
Atualmente, o Rio de Janeiro produz 9 mil toneladas de lixo por dia. Estes resíduos são encaminhados para três estações de transferência da cidade: Caju (zona portuária), Irajá (zona norte) e Jacarepaguá (zona oeste). Dessas estações, o lixo é transportado para dois aterros sanitários.
A usina na estação do Caju, que recebe o maior volume de detritos da cidade, poderia chegar a produzir 500 megawatts de potência quando instalada. Pelos cálculos do Coppe, a transformação de 9 mil toneladas de lixo em energia seria suficiente para abastecer 1,5 milhão de residências, com consumo médio de 200 quilowatt/hora por mês.
Espera-se que continue se estudando novas alternativas de destinação final dos resíduos, da mesma forma que se criem cada vez mais projetos na área ambiental. Fica aqui o espaço aberto para aqueles que também têm seu projeto ambiental para compartilhá-lo conosco.
( com informações economiaenegocios ) |  | |