| | Marina Silva na coletiva do Tá na Mesa |
“Em nome dos acertos, não podemos ser complacentes com os erros”, disse a candidata à presidência da República pelo Partido Verde (PV), senadora Marina Silva, que esteve no Tá na Mesa da Federasul nesta quarta-feira, dia 25 de agosto. Com coragem, ela deu crédito aos bons projetos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pela política econômica do País, assim como à política social implantada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Relacionou a necessidade de uma visão estratégica ao Brasil que queremos, assim como existe nas empresas, e afirmou que está em busca de uma nova maneira de caminhar e não num novo caminho.
Marina Silva ressaltou alguns problemas que afligem o Brasil, como a violência urbana, as drogas e, principalmente, a educação que, segundo ela, não está funcionando no País. “Atualmente, 100% das pessoas têm acesso ao Ensino Fundamental, mas 40% das crianças não chegam à 8ª série”, ressaltou. “Isso acontece com a maioria dos brasileiros e queremos, justamente, dar igualdade de oportunidade para todas as pessoas, como eu mesma tive aos 16 anos, quando fiz o curso Mobral, mas sei que isso foi uma exceção e precisamos mudar esse paradigma, senão estamos fadados ao fracasso”, advertiu. “Fechando o dreno da corrupção, poderemos ter o dobro de orçamento para a Educação”, acrescentou.
“Temos que manter a competição pelo caminho de cima, investindo em tecnologia, inovação, educação e infraestrutura”, exemplificou. “Devemos pensar que o meio ambiente, aliado ao desenvolvimento, é a solução para tornar o Brasil economicamente competitivo e que precisamos pensar em diretrizes para as próximas décadas”, ponderou. A candidata ainda questionou por que as reformas não saem do papel. “Se comprometem com as reformas e depois reformam o compromisso”, disse a senadora, observando que a reforma tributária, por exemplo, é uma questão que deve ser simplificada, para dissolver o emaranhado de tributos.
O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e da Federasul, José Paulo Dornelles Cairoli, falou sobre os avanços da economia brasileira e lembrou que o Brasil de hoje é melhor do que o Brasil dos anos 90 e ressaltou que ainda faltam consolidar as reformas tributária, financeira, política e previdenciária, “fundamentais para sustentar o crescimento”.
( com informações Assessoria de Imprensa Federasul ) |  | |