A queda do dólar proporcionou um déficit considerável na balança turística, chegando a US$ 469mi até junho, segundo dados do Boletim de Desempenho Econômico do Turismo, fornecido pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
O caus instaurado em nosso tráfego aéreo, contabiliza prejuízos difíceis de serem calculados, mas que certamente irão colaborar de forma decisiva no redimensionamento do setor em 2007. Mas apesar dos complicadores, o mesmo boletim da FGV, aponta crescimento superior a 50% em relação a faturamento e quadro de pessoal, indicando a consolidação do turismo em 2006.
É natural que o turismo, com esses indicativos, tenha passado a fazer parte de uma agenda positiva, como alternativa ao desenvolvimento sustentável. O Fórum Mundial do Turismo, realizado em Porto Alegre, reuniu de forma completa o viés das discussões, trazendo novas tendências e perspectivas e avaliando fatores de risco, como a falta de planejamento adequado e o descaso com a questão ambiental e capacidade de carga dos destinos, além de reforçar a importância dos valores culturais.
O turismo se fortalece cada vez mais diante do amplo leque proporcionado pela segmentação de mercado, considerando nichos específicos com grande potencial para novos investimentos. Ecoturismo, eventos e cruzeiros, são alguns exemplos.
O setor obteve avanços junto ao Ministério do Turismo, principalmente pelo próprio status ministerial conferido ao setor, o que, por si só, nunca havia ocorrido no Brasil. Na esfera estadual, o Rio Grande do Sul sofreu bastante, pois a atuação do deputado Luiz Augusto Lara, agora confirmado novamente à secretaria no governo Yeda, foi pouco convincente e não agradou ao empresariado, e sua eleição para a Câmara dos Deputados, certamente não se deu pelos votos do setor turístico.
Apoio para a qualificação dos serviços, divulgação mais qualificada e ostensiva em feiras e eventos e fontes de financiamento com juros mais atrativos, certamente farão parte das reivindicações do setor junto às esferas governamentais no próximo ano.
Ainda falta ao setor partir para uma ação que envolva fortes investimentos, o que significa exigir pessoas qualificadas e profissionais, que entendam a essência do turismo, unindo valores culturais, ambientais e econômicos em uma estrutura que deve considerar todos os atores de forma respeitável e responsável, considerando comunidades autóctones, visitantes, trabalhadores e empreendedores. Desta forma teremos uma atividade econômica forte, servindo de parâmetro para a almejada sustentabilidade. |  | |