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| Texto publicado em 12/01/2010* - 17:15, terça-feira. | por Juan Domingues | | *Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 2 anos! |  O time O Inter que Jorge Fossati está armando em Bento Gonçalves é no esquema que a grande imprensa gaúcha detesta: o 3-6-1. Dizem os entendidos que nesse formato, a equipe privilegia a defesa. Em outras palavras, eles reclamam que com seis homens no meio de campo não há ataque, uma vez que o atacante, o 1, fica isolado.
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 Depende. Uma equipe ofensiva não se faz necessariamente com três, quatro atacantes. O que percebo é que Fossati começa seus times como deve começar qualquer um: a partir da defesa.
A proposta do técnico uruguaio do Inter é uma defesa sólida e um meio-campo marcador. Lugar de zagueiro, diz Fossati, é na zaga. Se os zagueiros colorados estivessem na defesa, como gosta o novo treinador do Inter, no primeiro jogo da final da Copa do Brasil com o Corinthias, por exemplo, é provável que Ronaldo não tivesse marcado o primeiro gol do jogo. Então, o que quer o comandante colorado, especialmente na Libertadores, é um time em que cada um tem sua função definida em campo.
Com uma defesa segura, a ideia de Fossati é colocar Giuliano e D’Alessandro pelas meias esquerda e direita, bem avançados, para não deixar Alecsandro sozinho na frente. Se vai dar certo, não sei. Mas o princípio do pensamento do ex-treinador da LDU tem fundamento. Uma defesa e um meio desorganizados e abertos são alvos fáceis para qualquer adversário. Talvez este tenha sido o grande erro de Tite no segundo turno do Brasileiro de 2009. Quando ficou indeciso sobre o posicionamento do time a partir da saída de Nilmar, a equipe não ficou nem no 4-4-2 nem no 3-5-2 e tampouco no 3-6-1. O Inter virou uma salada de frutas vulnerável e passou a levar gols como no recreio do colégio. Começar o time por um meio-campo firme pode ser a receita, principalmente jogando fora decasa. |  | |
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