| Texto publicado em 07/06/2010* - 10:21, segunda-feira. | por Juan Domingues | | *Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 23 meses! |   O Inter é um ponto de interrogação. Bem colocado na Libertadores da América – está entre os quatro melhores times do continente – mas com uma campanha que beira o ridículo no Brasileirão, o colorado é um punhado de dúvidas. A impressão que se tem é que todo mundo no Beira-Rio é interino, e não apenas o técnico.
Desde que Jorge Fossati foi demitido, o Inter é uma nuvem de incertezas. Entendo que com Fossati a equipe ia de mal a pior. Conseguia algum resultado, como a classificação às semifinais da Libertadores, mas o time nunca teve desempenho. No entanto, com todos os problemas, parece que com Fossati o time tinha alguma organização no vestiário. Parecia que as coisas, apesar de ruins, andavam sob certa vigilância, sob os olhos de um chefe.
Nas últimas semanas, no entanto, o Inter é uma insegurança tremenda. Não há treinador. Enderson Moreira, o interino, fez o que dava para fazer. Ou seja, quase nada. Depois que Fossati foi embora, a porta de saída ficou aberta. Há jogadores com o pé fora do clube, como Taison, D’Alessandro e Kleber. E se estão com o pé fora, devem também estar com a cabeça em outro lugar. Estes não devem ficar depois da parada para a Copa do Mundo. As notícias mais certas se referem à saída de atletas. Não há qualquer certeza sobre quem chega. E nem quando.
O Inter precisa urgentemente arrumar a casa para, ao menos, chegar à final da Libertadores da América. O São Paulo, adversário das semifinais, é um bom time, organizado. Mas não é um bicho tão feio quanto parece. Para arrumar a casa, o Inter precisa, primeiro, de um treinador. Não sei qual o nome ideal, só sei que deve ser alguém capaz de mexer com a cabeça do time.
Alguém tem que avisar a direção que o futuro técnico será tão somente um treinador. Não será um mágico. Por isso, não há como manter como titular do ataque um jogador como Alecsandro. Eu, particularmente, gosto do jogador. Mas ele não tem correspondido. Não marca gols, simplesmente. Se não marca gols, não serve. Ponto. Além de um companheiro de peso para Walter, o colorado vai precisar investir em duas posições: um meia que tenha velocidade de chegada na frente e um lateral esquerdo. No mínimo. Para desespero do torcedor, é provável que tudo isso só se resolva depois da África. Até lá, só resta rezar. |  | |
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