24/05/2012 05:10:27
http://www.gramadoshopping.com.br/esportes/autor:juandomingues/id:26139/xcoluna:1/xautor:1

Texto publicado em 16/07/2010* - 14:55, sexta-feira.por Juan Domingues
*Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 22 meses!
O que mudou
É difícil mudar. Em qualquer estágio da vida, mudar significa encontrar dificuldades que já havíamos superado, enfrentar novas pessoas e suas manias, atualizar conceitos, refletir sobre o que fazíamos antes de chegar aqui. Mudar é um desafio. Mas por que as coisas mudam? Como mudam?
Em geral, as mudanças que promovemos buscam algo melhor. Quando mudamos, queremos mexer no que estava ali parado, queremos modificar o enquadramento de velhas imagens, queremos olhar diferente para o mundo. Queremos que o mundo nos veja de uma maneira diferente. A necessidade de mudança, no entanto, cobra seu preço. Ninguém sai ileso das mudanças. É preciso abdicar de jeitos, modificar pensamentos e até mesmo mudar de convicções para viver o novo momento, a nova fase.

Assim é na vida, no trabalho. Assim também é no futebol. Há momentos em que é preciso mudar para ver se a coisa melhora. Vejam o caso do Inter. Jorge Fossati deu uma falsa impressão de que seus conceitos sobre organização, trabalho e estratégia de campo estavam certos. Não estava. E quase compromete o time e o ano colorado. Na mudança, a direção procurou romper com tudo o que estava ali. Na esperança de mexer nos rumos do time, o clube derrubou a estrutura montada por Fossati para, no lugar, erguer um novo paradigma de trabalho.

Celso Roth, o velho novo que o Inter buscou, tem lá seus defeitos. E rótulos. O principal deles o de nunca ter vencido um grande campeonato. Não deixa de ser uma verdade. Mas também é verdade que treinando um grande clube, Roth tem chance de levantar uma taça de peso um dia.
A primeira mostra da mudança parece ter agradado. O Inter goleou o Guarani, em Campinas, depois do recesso africano. Claro, o adversário é fraco. Mas pior é tropeçar diante do frágil. Agora, espera-se que o bom esquema arquitetado por Roth – com três meias que se juntam ao ataque – mantenha-se na linha e que os novos conceitos e convicções fortaleçam o time para o objetivo maior: superar o São Paulo nas semifinais da Libertadores da América. Só aí veremos se a mudança foi para melhor. O novo só se estabelece se for capaz de eliminar grandes obstáculos.

Direitos Autorais © 1997-2012, High Company Informática Ltda.