| Texto publicado em 12/08/2010* - 10:28, quinta-feira. | por Juan Domingues | | *Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 21 meses! |  A consagração de Celso Roth |
 O técnico Celso Roth começa a escrever a parte mais importante e vitoriosa de sua trajetória profissional. Quando assumiu o Inter, na modorrenta parada para a Copa do Mundo da África, o time estava a um degrau da zona de rebaixamento. Pior que isso. Sob o comando de Jorge Fossati, invariavelmente jogava mal, de forma desorganizada, sem ambição. Chegou às seminfinais da Libertadores aos trancos e barrancos. O temor dos colorados era o período pós-África do Sul. No horizonte, o duelo contra o São Paulo e uma reação no Brasileirão.
Sob o olhar desconfiado da torcida, Celso Roth voltou ao Beira-Rio. Para surpresa da maioria – e eu me incluo entre estes –, o técnico deu um choque de motivação e uma estrutura tática capaz de transformar o frágil Inter de Fossati numa equipe forte e ousada. Em poucos jogos, saltou do 16º lugar no Brasileirão para a quarta posição. Enfileirou vitórias e se preparou para encarar o São Paulo. Contra o time de Rogério Ceni e Fernandão, o colorado foi demolidor no Beira-Rio. Venceu por 1 a 0, mas poderia ter sido uma goleada, tamanha a supremacia sobre os paulistas. No jogo da volta, com o regulamento debaixo do braço, perdeu por 2 a 1, mas garantiu vaga à final da Libertadores.
No México, na noite dessa quarta-feira, o time de Celso Roth deu um novo show. Durante toda a partida, o Chivas teve escassos 30% de posse de bola e chutou três vezes contra o gol de Renan. O Inter tomou conta do gramado sintético, apesar de sair perdendo. Virou para 2 a 1, com atuação de gala de Índio, Bolívar, Kleber, Guiñazu, Sandro, Giuliano e principalmente de D’Alessandro, de contrato renovado até 2012. O argentino fez tudo o que se espera de um craque como ele numa partida decisiva.
Com um simples empate na próxima quarta-feira, no Beira-Rio, o segundo título da Libertadores da América estará conquistado e a taça irá na bagagem para a disputa do Mundial de Clubes da FIFA nos Emirados Árabes. Até hoje, todos sabiam que o Inter tinha o melhor elenco do Brasil. Mas não tinha técnico. Agora, tem os dois. |  | |
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