| Texto publicado em 19/08/2010* - 16:38, quinta-feira. | por Juan Domingues | | *Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 21 meses! |  A glória Então, Celso Roth alcançou a glória. O Inter, sob o seu comando, superou o São Paulo e o Chivas para ficar com a taça de bicampeão da América. O saldo de Roth nesses confrontos das semifinais e finais da Libertadores – ele foi contratado para substituir Jorge Fossati justamente para dar conta dessas duas empreitadas – é muito bom. Em quatro jogos, o Inter venceu três e perdeu um. Marcou sete gols e sofreu cinco. Com esses números, não há como contestar o título colorado. Mas o fim da Libertadores deixou outras marcas para o torcedor.
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 A primeira delas é quanto ao time, em si. Com Jorge Fossati, que tinha praticamente os mesmos jogadores, o Inter chegou às semifinais aos trancos e barrancos. Avançar assim é possível. No entanto, é pouco provável que um time seja campeão jogando como o Inter estava jogando antes da Copa do Mundo. Não havia um esquema certo, a escalação mudava a cada adversário. Os jogadores estavam inseguros. E o vestiário sob desconfiança.
Roth deu cara ao time a partir do momento em que escolheu um esquema de jogo e, com ele, seguiu até o fim da competição. Aliás, utiliza o mesmo sistema também no Brasileirão, com quatro jogadores na defesa, dois volantes, três meias de velocidade e um atacante. Ou seja, os bons números desta reta final de Libertadores estão apoiados na forte estrutura montada por Roth e, espera-se, seja mantida para o Brasileirão.
Com esse sistema, cresceu o futebol de todos. Até de Alecsandro, antes criticado pela torcida, foi aplaudido e teve seu nome gritado na final. O meio de campo e a defesa melhoraram o poder de marcação e a saída de bola. Mais soltos, D’Alessandro, Tinga, Taison e Giuliano puderam fortalecer não somente a retaguarda, mas também o ataque.
No rastro do título de bicampeão da América, Roth deixa as marcas de um treinador que conseguiu transformar um time mediano e vulnerável em uma equipe com futebol de força na marcação, toque de bola e poder ofensivo. Agora, o time mira o Brasileirão, com o Mundial da FIFA, nos Emirados Árabes, no horizonte. |  | |
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