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| Texto publicado em 17/12/2007* - 10:21, segunda-feira. | por Taís Seibt | | *Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 4 anos e 5 meses! |  Vinguei meu Grêmio Nesta segunda-feira, 17, os colorados comemoram um ano da conquista do Mundial de Clubes. Em Gramado, teve até carreata de manhã, organizada pelo consulado local. Festa digna, certamente. Mas o mundo já tem um novo campeão em 2008: o Milan derrotou o Boca Juniors por 4 a 2 ontem, 16, em Yokohama (Japão), e é tetracampeão.
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O Grêmio chegou muito perto de manter o título mundial em território gaúcho – bem mais perto do que imaginava sua torcida e dirigentes com o plantel que tinha. Foi até a final da Libertadores 2007, reascendendo a paixão pelo “Imortal”, que há pouco amargara a Segundona do Brasileirão. Mas a esperança do tri continental e da conquista do segundo título mundial caiu por terra com duas derrotas para o Boca Juniors.
É claro que depois disso nenhum gremista gostaria de ver o Boca trazendo a taça do mundo para Buenos Aires. Mas o que talvez a torcida não esperava era a manifestação do volante Emerson, do Milan, na comemoração da vitória: “Vinguei meu Grêmio” era a inscrição da camisa que exibiu para os argentinos e a frase que pronunciou mais de uma vez para o companheiros de clube.
Emerson entrou em campo apenas no segundo tempo. O jogador, que já defendeu a seleção brasileira, foi revelado pelo Grêmio, jogou em Porto Alegre/RS até 1997, quando se mudou para a Alemanha. E, no momento em que ergue mais uma taça em sua carreira vitoriosa, ele lembra do time do coração. Sim, alguns jogadores não esquecem o time do coração...
Quem comandou a vitória do Milan foi Kaká, que hoje ainda pode ser confirmado como o melhor do mundo neste ano. Mas futebol é um esporte coletivo e pelo menos um gremista lavou a alma Tricolor. A torcida do Grêmio, marcada por exaltar sem pestanejar os jogadores que fizeram história no clube e que não cessam de manifestar sua identificação com o Tricolor, acumula, com o gesto de Emerson, mais um fato épico para sua galeria. Torcedores comentam em blogs e sites as notícias que mencionam a declaração apaixonada de Emerson.
Renato Gaúcho (dos gols de 1983), Mazaropi, De Leon, Anderson (da Batalha dos Aflitos), Adilson (o Capitão América), Lara (homenageado no hino) e outros estão ao lado de Emerson, entre os ídolos eternos da torcida, independente da geração. Eu mesma não vi a maioria deles jogarem pelo Grêmio, mas história é história. E se, como dizem, ela é contada pelos vencedores, meu time do coração (sim, jornalistas também têm!) fez história. E, quiçá, possa eu relatar muitas mais.
Ano que vem não teremos nem Grêmio nem Inter na Libertadores - os dois disputam a Sul Americana. Fiquemos por ora, então, os colorados com a memória recente da conquista do "Mundo Vermelho" como se ouve por aí, e os gremistas com a lembrança do seu time numa final que reuniu os dois clubes com mais títulos internacionais do futebol mundial. |  | |
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